Empresários buscam parcerias na China
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terça-feira, 25 de maio de 2004
Kelly Lima<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro - Nesta semana, o presidente da Unica, Eduardo Pereira de Carvalho, e empresários do setor acompanham a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China para formar parcerias no desenvolvimento do mercado de álcool chinês. A demanda chinesa imediata por álcool é de aproximadamente 500 milhões de litros por ano. A Unica estima que um contrato inicial entre os dois países poderia ficar entre 100 milhões e 200 milhões de litros por ano.
Paralelamente a isso, a União Européia (UE) já estuda incentivar a importação de álcool do Brasil, para ajudar a elevar o comércio e reduzir o efeito estufa. A idéia faz parte de um acordo com os membros do Mercosul. O incentivo será a retirada de tarifas inicialmente sobre a importação de um bilhão de litros de álcool. A medida enfrenta a resistência de alguns especialistas, que acreditam que a importação do álcool brasileiro poderia ''matar'' o produtor europeu, que produz cerca de 400 milhões de litros de etanol por ano na Espanha, França e Suécia.
O interesse de todos as países na produção de álcool, diz Fritjof Unander, também da IEA, se justifica por dois motivos. O primeiro, e que quase não é falado, é a substituição de derivados de petróleo, em tempos em que o preço do barril está batendo recorde no mercado internacional. ''Isso sem contar na já esperada extinção destes hidrocarbonetos no futuro'', lembra o especialista.
O segundo, mais evidenciado nos estudos, é que o etanol emite cerca de 60% menos gases poluentes que os produtos petrolíferos. Além disso, a utilização deste combustível permite ao país a redução da emissão de carbonos, cujos títulos já começam a ser negociados no mundo todo.
Segundo Pádua, da Unica, novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas no País aumentaram a produtividade da tonelada de cana-de-açúcar. De acordo com ele, sem mesmo utilizar estas novas técnicas que estão sendo desenvolvidas principalmente pela Copersucar, no interior de São Paulo, ou sequer plantar mais um hectare de cana-de-açúcar, o Brasil pode aumentar sua atual produção dos atuais 11 bilhões de litros para 15 bilhões de litros, apenas deixando de fabricar o açúcar que hoje exporta e é considerado excedente no mercado mundial. ''Não há qualquer risco de faltar álcool no mercado doméstico por conta das exportações. O mercado internacional é apenas um novo potencial de negócios'', argumentou. (K.L./AE)


