Empresários buscam parceria para biomassa
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segunda-feira, 03 de março de 2008
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Empresários brasileiros e alemães (da região de Baden-Wrttemberg) estão desde ontem, em Curitiba, para debater a troca de experiências e informações para a produção de energia através de biomassa. A idéia é fazer com que os países cada vez mais estejam independentes de uma mesma matriz energética, evitando crises como a do petróleo (que por anos foi a principal matriz energética do Mundo). O encontro vai até o dia 7, na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).
De acordo com o coordenador do Departamento de Energia do Sistema Fiep, Frederico Reichmann Neto, o Brasil é referência na produção de energia vinda da cana-de-açúcar. No entanto, estaria atrasado em tecnologias como o desenvolvimento do biodiesel, hidrólise da celulose, aproveitamento racional de resíduos de madeira, de dejetos de perímetros urbanos, da suinoculutra, entre outras. ''O que queremos pe ter um Núcleo de Desenvolvimento destas tecnologias. A biomassa não vai substituir o petróleo, mas há uma tendência mundial em se diversificar a matriz energética e nós temos o clima adequado para isso. Somos um país com clima tropical e sub-tropical -ideal para produção de pinhão manso, mamona, canola'', exemplificou.
Reichmann lamentou a falta de investimentos governamentais em pesquisa científica. ''O Brasil investe muito pouco em pesquisa. Temos pesquisas pontuais da Embrapa, por exemplo. Mas as universidades brasileiras e os centros de pesquisa estão carentes de recursos. Ou por desleixo, ou por outro motivo qualquer, a pesquisa sempre ficou para segundo plano. É um grande erro'', disse o empresário. Ele lembrou que países como a Coréia, Twaian, China, Leste Europeu e Irlando resolveram investir em pesquisa e hoje detém tecnologias avançadas. ''A gente perdeu o bonde da história. Temos que recuperar o tempo perdido, com patentes nacionais'', alertou.
Hoje, 76% da energia brasileira é hidráulica. O País ainda tem energia vinda de fontes como a nuclear (3%), gás natural (4%), carvão (2%), petróleo (2%), biomassa (4%). Nove por cento da energia nacional ainda é importada.


