Curitiba - A Construtora Conarte Ltda., empresa de pequeno porte de Umuarama, já se valeu da lei complementar 123/2006 para ganhar licitações feitas pelo governo do Estado para serviços de reparos em colégios da rede estadual de ensino, no final de 2007. Para o sócio-proprietário da empresa, Nelson Bigeschi Júnior, a legislação é vantajosa à medida em que privilegia a participação das micro e pequenas empresas, mas afirma que é cedo para avaliar melhor os efeitos da lei sobre o mercado da construção.
‘As licitações (do governo do Estado) só começaram a incluir as pequenas e micro empresas no final do ano passado. É um pouco cedo para saber se o efeito é positivo. À primeira vista, parece-me que sim’’, opinou o empresário. Bigeschi acredita que o tratamento diferenciado, previsto na lei, vai evitar que grandes construtoras abocanhem, inclusive, as obras menores. Segundo ele, é comum as empresas de grande porte participarem de licitações pequenas, quando estão com empregados parados por falta de serviço. ‘‘Quando tem pouca licitação, as grandes acabam tomando da gente as pequenas obras. Esse tipo de situação tende a diminuir (com os critérios previstos na lei)’’, avaliou.
Bigeschi contou que uma das licitações que participou, no final do ano passado, a ganhadora havia sido uma empresa de Maringá, que deu cerca de 15% de desconto no valor da obra: reparos no Colégio Estadual Monteiro Lobato. A Conarte assegurou o contrato, reavaliando sua proposta e oferecendo 12%.
Com a mesma sistemática, a Conarte venceu a licitação para reforma do Colégio Estadual Cruzeiro do Oeste, orçada em R$ 300 mil. ‘‘Não vai ser uma maravilha de lucro, mas dentro do desejado’’, revelou Bigeschi, ao falar do risco de empresas pequenas quererem ganhar a licitação a qualquer custo. (A.L.)

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