Empresários assinam convênio para exportar
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quarta-feira, 18 de maio de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - ''Nossa intenção é dobrar nossa produção depois que começarmos a exportar'', prevê o empresário Antônio Portes, proprietário da Flying, primeira empresa de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, a assinar o convênio com o programa do governo federal ExportaCidade. Portes produz pranchas para skates há cinco anos. Ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, lançou em Campo Largo o programa, que vai ajudar a fomentar as exportações das micro e pequenas indústrias locais. Campo Largo é responsável hoje pela produção de 90% da porcelana vendida dentro do Brasil.
''Já tivemos uma experiência anterior com o programa Estado Exportador, que fomentou as vendas externas nos oitos estados que menos exportam. Agora pegamos dez municípios em diversas regiões do Brasil especializados em alguns setores para começar este projeto-piloto'', explicou o ministro. Segundo o ministro o governo federal vai trazer para a região parceiros que ajudem os empresários como o Banco do Brasil, Bando Nacional Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros bancos que se interessem em financiar, Correios, companhias de trading que já tenham estrutura de distribuição e empresas logística para auxiliar no embarque de mercadorias.
Além de ser um pólo produtor de cerâmica, Furlan destacou que Campo Largo também tem uma posição geográfica estratégica por estar perto do Porto de Paranaguá. ''Por isso é um bom local para se começar'', afirmou. O empresário-alvo do programa são os micro e pequenos. ''Nosso esforço é para mobilizar a pequena empresa. Nossa experiência mostra que depois de dois anos é possível dobrar as exportações e isso significa principalmente a criação de empregos e agregação de valor às matérias-primas e mão-de-obra local'', explicou. Além disso, ressaltou o vice-governador, Orlando Pessuti (PDMB), o projeto, em médio prazo, vai propiciar a geração de empregos.
Criar mais empregos com o programa é o que espera o diretor da Porcelanas Schmidt, Christian Schmidt. ''Produzimos hoje em São Paulo, Santa Catarina e em Campo Largo. Mas exportamos só por São Paulo. Ainda não sabemos como vai funcionar exatamento o programa, mas se tudo der certo queremos ampliar a nossa fábrica aqui para exportar também'', afirmou. Segundo Schmidt, a empresa tem hoje mil funcionários, mas já chegou a ter 3,4 mil. A Porcelanas Schmidt exporta hoje 40% de sua produção e tem um faturamento de cerca de R$ 7 milhões por ano.
Quanto à desvalorização do dólar que vem ocorrendo ultimamente no País, que pode se tornar uma entrave ao projeto, o ministro afirmou que é possível contornar o problema com a redução de custos. ''O Paraná tem uma das maiores estruturas portuárias do Brasil. Se trabalharmos em conjunto para reduzirmos custos de operação em Paranaguá, com a dragagem, com o esforço do governo estadual para aumentar a capacidade operacional do porto, melhorar o acesso, o estacionamente de carretas e a questão ferroviária vamos estar diminuindo custo para a empresa'', explicou.


