Empresários apóiam política industrial
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de novembro de 1996
Sérgio Wesley 
Representantes das sete maiores entidades empresariais do Paraná entregaram ontem ao governador Jaime Lerner um manifesto de apoio à política de atração de investimentos industriais executada pelo governo do Estado. O documento é um desagravo às críticas feitas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Emerson Kapaz, aos incentivos oferecidos pelo Paraná às montadoras Renault e Chrysler.
No manifesto, os líderes empresariais destacam a oportunidade histórica de estimular o afluxo de recursos para financiar o nosso desenvolvimento econômico e social, tão bem captada pela administração pública do Estado, seguramente há de reposicionar o Paraná como centro dinâmico de prosperidade.
O documento reforça, ainda, que a sociedade vem percebendo que, graças à política de desenvolvimento em curso, não existirão mais paranaenses marginalizados, sem emprego e sem renda.
O manifesto foi assinado pelos presidentes da Federação das Indústrias do Paraná, José Carlos Carvalho, da Associação Comercial do Paraná, Ardisson Akel, da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agrícolas do Estado, Farage Kouri, da Federação da Agricultura do Paraná, Ágide Meneguette, da Federação das Empresas de Transporte de Cargas, Areli Teixeira de Lara, da Federação do Comércio do Paraná, Rubens Brustolin, e da Federação do Comércio Varejista do Estado, Frederico Wiltemburg.
Essa manifestação me conforta muito, afirmou Lerner. O governador disse que o documento é uma resposta definitiva a todas as críticas feitas à sua política industrial. Lerner reafirmou que os incentivos oferecidos pelo Paraná aos investidores internacionais são os mesmos de outros Estados. O governador direcionou seu discurso contra São Paulo. O Paraná tem sido solidário aos Estados com dívidas. Poderíamos questionar as benesses oferecidas pelo governo federal aos Estados devedores. Mas ficamos ao lado de todos, provocou.
Lerner disse, ainda, que o Paraná garante a São Paulo o maior incentivo de todos os Estados, que é energia elétrica mais barata. O Paraná perde mais de R$ 400 milhões com a cobrança do ICMS no consumo. Usar a nossa energia para atrair indústrias é o maior incentivo que São Paulo pode receber, afirmou.


