Os empresários do Movimento Londrina Competitiva se reúnem hoje à tarde, no Hotel Crystal, com o vereador Roberto Fu (PDT), autor do projeto 161/2011 que revoga a Lei da Muralha. O objetivo do encontro é discutir estratégias para a derrubada da lei que impede grandes supermercados e lojas de material de construção de se instalarem na região central da cidade.
O vereador disse que as informações fornecidas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) e publicadas na edição de ontem da FOLHA não o farão recuar. A advogada do órgão Cláudia Lima Vieira havia dito à reportagem que a Lei da Muralha (9.689/2005), perderá a validade assim que forem aprovados os projetos complementares ao plano diretor do Município.
Ela afirmou também que o instituto irá encaminhar ao Legislativo um projeto de lei tratando especificamente dos critérios para a instalação de empreendimentos na cidade. ''Enquanto o projeto do Ippul não estiver nesta Casa, eu vou tocando o meu'', afirmou Fu.
Integrante do Movimento Londrina Competitiva, o empresário Oswaldo Pitol discordou que a derrubada da lei deve ser discutida dentro do Plano Diretor. ''Acho que todo político que fala em protelar a Muralha está trabalhando contra o progresso da cidade e contra o consumidor'', alegou. Ele afirmou que os supermercados de Londrina têm preços mais altos que os das demais cidades por falta de concorrência. ''A Lei da Muralha é inconstitucional e atenta contra a livre iniciativa'', declarou.
Dono dos Supermercados Musamar e diretor da Associação Paranaense de Supermercados (Apras-regional Norte), Wilson Obara disse que a entidade é contra a derrubada da lei. Mas negou que esta postura tenha relação com reserva de mercado. ''Temos três lojas no centro e percebemos que o trânsito está impossível. Os caminhões não conseguem chegar para a descarga'', ressaltou.
Segundo ele, o trânsito não comporta empreendimentos maiores que os liberados pela lei (menores que 1.500 metros quadrados de área de venda). ''Não é medo da concorrência. Estamos pensando no bem-estar do povo de Londrina'', argumentou. (N.B.)

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