Empresários aguardam votação com expectativa
Uma das categorias beneficiadas com a possível aprovação do PLP 221/12 será a dos representantes comerciais. Com experiência de 31 anos na área, Valter Pavani tem uma empresa com sete funcionários, em Londrina, e já foi alertado por seu contador sobre a possibilidade de aderir ao Simples Nacional. "É um absurdo o que um representante comercial paga, temos encargos semelhantes a empresas que têm lucros de 20%, 30%", declara. "Aliviaria bastante (a inclusão no Simples), especialmente porque o Imposto de Renda trimestral é muito pesado", opina.
Arlindo Miyazaki, também representante comercial, trabalha em casa e não tem funcionários. Para ele, a seleção por atividade, como acontece hoje, é injusta. "Sou microempresa, toco a atividade sozinho e pago 13,33% de contribuição federal e mais de 30% de INSS", afirma. Pelo Simples, a carga tributária de Miyazaki seria reduzida para cerca de 6%. "Com o dinheiro na mão, eu faria os meus próprios investimentos", declara.
Para o consultor do Sebrae Júlio César Rodrigues, a inclusão das atividades no Simples contribuirá para dinamizar a economia. "A competitividade aumenta, bem como a geração de empregos", acredita. (C.F.)





