Empresários acreditam em reação a partir de julho

A FOLHA conversou com empresários do setor da região de Londrina e Curitiba para confirmar essa retomada de contratações. Depois da geração de vagas temporárias no final de ano, neste momento eles relatam a abertura de alguns postos de trabalho de forma controlada, mas com uma expectativa de maior intensidade para o segundo semestre.
Há 20 anos no mercado, João Pereira Macedo é proprietário da marca Sporting Way, em Curitiba, atuando no segmento fitness e moda praia para o público plus size. A confecção atende o Brasil todo e com exportações esporádicas para Europa, Estados Unidos e Oriente Médio.
Macedo explica que no ano passado reduziu seu quadro de 20 para 13 trabalhadores. A produção que girava em torno de cinco mil peças mês também caiu em torno de 30%, agora em 3,5 mil unidades. "Neste começo de ano, conseguimos uma retomada tímida, ainda vemos uma insegurança dos lojistas em recompor estoque e as compras estão muito picadas".
Mesmo com esse leve fôlego, o empresário acredita que pode retomar o plantel de 20 trabalhadores do ano passado. "A partir de julho já começamos a pensar na próxima temporada de verão e pensamos em recontratar para a área comercial e produtiva. Espero que em 2017 fechemos pelo menos com números parecidos com 2015. A partir de 2018, aguardamos um crescimento maior".
O presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário do Paraná (Sivepar), Alexandre Graciano de Oliveira, também é proprietário da Via Grafit Jeans, sediada no Condomínio Empresarial de Ibiporã. No final do ano passado, com uma produção de 12 mil peças por semana, ele chegou a 180 trabalhadores. Depois, retirou 30 vagas de temporários e agora abriu 10 vagas permanentes. "Conforme as coisas vão melhorando, vou aumentar as contratações. Não adianta colocar o pé no acelerador e tomar prejuízo", argumenta.
O auxiliar de costura Mateus Big Nardi, de 19 anos, é um dos funcionários que conseguiu vaga na indústria de Alexandre. Ele trabalhou como repositor em supermercados por três anos, até que foi demitido num corte maior de pessoas. "Fiquei cinco meses parado e entreguei muitos currículos aqui na região de indústrias da cidade. Me chamaram para a entrevista e fiquei bem satisfeito com a oportunidade nesta área. O ambiente aqui é muito bom, o trabalho é prazeroso e o horário bem melhor do que o do supermercado. Quero continuar firme nesta área e abraçar este emprego com todas as forças", complementa o rapaz, que pretende terminar o ensino médio e prestar vestibular para biologia ou gestão de Recursos Humanos. (V.L.)





