Empresário vê tratamento desigual
Empresário londrinense do setor de bares e restaurantes que prefere não se identificar acaba de renegociar com a Receita uma dívida de três anos de Simples não recolhido. Sem perdão de juros, o débito foi parcelado em 60 vezes. Mas sua expectativa é poder se beneficiar, assim como as grandes empresas, do Refis, obtendo perdão de 90% de juros e parcelando o valor em até 180 meses.
"Há um tratamento desigual. O grande contribuinte consegue facilidade maior para pagar suas dívidas. E os pequenos, que deveriam ter mais apoio, não conseguem", reclama. Segundo o empresário, que hoje gera 10 empregos formais, seu negócio sofreu com a crise econômica e ele preferiu deixar de recolher impostos que atrasar os salários dos funcionários.
De acordo com ele, "nenhum empresário gosta de ficar inadimplente". "Atrasar impostos dá muita dor de cabeça. A gente fica sem crédito na praça. E também não pode participar de licitação", exemplifica.
O empresário, que não contava com o veto do presidente Michel Temer ao projeto do Refis do Simples, agora torce para que o Congresso reverta a situação. (N.B.)





