Da Redação
Ao contrário de 1999 - em que vários fatores concorreram para queda da produtividade -, o novo ano começa em meio a um quadro favorável, encorajando os agricultores a investirem em tecnologia. O principal fator neste início de 2000 é o comercial. Os dados apontam que a escassez de oferta de produtos vai até o final do ano, o que indica que a agricultura terá um longo período de boa comercialização.
Com base neste quadro, o diretor da Belagrícola, empresa paranaense de revenda de insumos, João Andreo Colofatti, e o seu assessor de marketing Antônio Aparecido Percinoto, acreditam numa melhor perspectiva daqui para frente. Em primeiro lugar está previsto o restabelecimento da regularidade climática, o que devolve otimismo ao campo. Além disso, os especialistas têm apresentado estatísticas sobre dos estoques nacionais e mundiais dos produtos agrícolas indicando que a demanda este ano será maior que a oferta.
Mas João Andreo Colofatti também observa que a agricultura hoje não pode abrir mão do uso de insumos e da qualidade dos produtos. E neste ponto o Paraná avançou muito - afirma - porque hoje se pratica uma agricultura com bom nível técnico.
A Belagrícola, que nasceu em Bela Vista do Paraíso, completa 14 anos e está presente em 18 municípios do Paraná. Ela é uma distribuidora de insumos agrícolas e tem como meta melhorar a qualidade do serviço de atendimento e assistência ao produtor, através de tecnologias que se ajustem às diferentes necessidades das culturas. A curto prazo está previsto o término da implantação de uma estrutura de recebimento e armazenamento de grãos.
De acordo com Colofatti, a preocupação com a qualidade da assistência técnica justifica a permanência da empresa num mercado tão competitivo. ‘‘São 18 engenheiros agrônomos trabalhando em toda a área de abrangência da empresa. Esse pessoal especializado tem compromisso com o bom comportamento das lavouras’’, garante. A empresa representa marcas como Agroceres, Monsanto, FMC, Forquímica, Novartis, Milenia, Cyanamid e Aventis.
O engenheiro agrônomo Antônio A. Percinoto observa que no ano passado a agricultura, já no início do ano, em janeiro, sofreu o impacto do ajuste cambial. A grande maioria dos insumos agrícolas tem princípio ativo importado e sobe com a desvalorização do real. Isso pesou muito no custo. Depois houve previsões de que o inverno seria rigoroso. As previsões não se confirmaram na sua totalidade, mas inibiram investimentos na lavoura, o que refletiu na produtividade. Contudo, isto pertence ao passado, observa o agrônomo da Belagrícola. O importante é que agora há indicadores de que o ano será diferente e é preciso acreditar na nossa competência de produzir bem.

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