Nesse mercado de restos e sobras, até óleo vegetal pós-consumo é negociado. O nicho é explorado por apenas uma empresa: a paranaense Ambiental Santos, estabelecida na pequena Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba.
''Cansei de ver jogarem matéria-prima fora'', argumenta o empresário Marcos Dalcin. Mas não foi somente o desperdício que chamou a atenção do empresário para o negócio. A lei brasileira determina às empresas que dêem destinação final correta ao produto, uma vez que, despejado no esgoto, o óleo de fritura provoca o entupimento dos encanamentos públicos e, se descartado no solo ou nos rios, desequilibra o meio ambiente.
Desde 1996, a empresa de Dalcin coleta, por mês, cerca de 150 toneladas de óleo vegetal que são consumidos em restaurantes, bares, lanchonetes, cadeias de fast food e indústrias alimentícias do Paraná e Santa Catarina. A maior parte - em torno de 100 toneladas - é proveniente de Curitiba.
A Ambiental Santos faz a separação física dos contaminantes do óleo vegetal pós-consumo através de um sistema de filtragem e revende o produto para as indústrias de Curitiba e Região Metropolitana. Sem concorrentes, Dalcin vende o produto com preço, em média, 35% abaixo do mercado.
Para o pequeno fornecedor, Dalcin oferece sabão e detergente em pasta (100% orgânico e biodegradável) produzidos a partir da matéria-prima virgem em troca do óleo vegetal. Segundo ele, os pequenos fornecem cerca de 16 toneladas por mês à Ambiental Santos. ''E minha moeda é o sabão e o detergente em pasta'', explica. (Da Redação)

mockup