O empresário Flávio Gurginski, diretor da empresa que realiza o transporte coletivo urbano em Campo Mourão, está sugerindo que o expediente das empresas seja reduzido em uma hora por dia para que haja economia de energia elétrica. Segundo ele, a idéia de encerrar o expediente às 17 horas e não às 18 horas, como é tradição, é uma alternativa para se evitar um possível ‘‘feriadão’’, caso as medidas adotadas até agora pelo governo não surtam efeito.
‘‘Vamos forçar o brasileiro a dormir uma hora mais cedo’’, ressalta Gurginski. De acordo com ele, se o expediente das empresas for encerrado às 17 horas, além da economia de um expediente uma hora mais curto, as escolas também poderão começar as aulas noturnas uma hora antes. ‘‘A própria programação da televisão pode ser antecipada’’, frisa. O empresário diz que a proposta traria economia de energia e deixaria contente a maioria da população.
Segundo Gurginski, o expediente reduzido em cinco horas semanais pode ter praticamente o mesmo efeito de um dia a menos de serviço, mas com um impacto bem menor na produção do País. ‘‘O comércio, por exemplo, não vai sofrer impacto nenhum em relação ao fechamento das portas toda segunda ou toda sexta-feira’’, compara. O empresário diz que o maior beneficiado seria o trabalhador, que teria um risco menor de perder o emprego em virtude do apagão.

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