Maringá Cansado de ser alvo de atentados e ameaças, o empresário Valmor Menegatti Junior, dono de uma rede de postos com sede em Marialva, município vizinho de Maringá, contratou investigadores para elucidar os motivos e os nomes dos responsáveis pelo ''terrorismo'' imposto à família dele. Desde novembro de 2001, Menegatti Jr. sofre ameaças de morte. Naquela ocasião, pistoleiros dispararam 18 tiros contra o carro do empresário que vendia o litro da gasolina comum mais barato em relação aos postos da região. O último atentado ocorreu em dezembro do ano passado, quando uma bomba foi jogada na casa dele.
As ocorrências foram registradas na Polícia Civil, mas o inquérito sobre o último caso ainda não foi concluído. O empresário afirma que manteve o atentado em sigilo para não atrapalhar as investigações. ''Todas as pessoas da minha família andam com seguranças e esta situação é muito estressante, além de cara'', disse Menegatti Jr. O empresário não declina nomes dos suspeitos pelas ameaças de morte. Menegatti Jr. credita, porém, o fato a empresários ligados ao cartel de combustíveis.
Segundo o empresário, o terrorismo contra os postos da família também é feito por meio de uma série de denúncias anônimas em órgãos fiscalizadores como a ANP (Agência Nacional de Petróleo), Procon, receitas Estadual e Federal. ''Só a ANP esteve 12 vezes neste posto (de Marialva) desde 2000, mas nunca encontrou nenhuma irregularidade, a exemplo dos demais órgãos, incluindo a CPI dos Combustíveis que também me visitou'', conta Menegatti Jr.
A Polícia Civil de Maringá abriu esta semana inquérito para apurar indícios de formação de cartel. As medidas incluem apurações de registros de sonegações junto à Receita Estadual e pedido de exames de combustíveis para a ANP. A 9 Subdivisão Policial de Maringá também oficiou todas as delegacias regionais para abertura de inquéritos paralelos.

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