Empresário sente efeitos 'na pele'
Empresário sente efeitos na pele
Mario CesarDionísio Gonçalves: Paulistas compraram 30% menos em julhoO empresário cambeense Dionísio Gonçalves já sente os reflexos da portaria paulista nos negócios. Proprietário da Alumínios Cambé, as vendas para empresas de São Paulo representam 25% de seu faturamento. Nesse mês, os paulistas compraram 30% menos, reclama.
Inaugurada há 20 anos, a indústria tem 52 funcionários internos e 20 vendedores em vários Estados. Com um faturamento mensal de R$ 120 mil, a Alumínios Cambé fabrica 12 toneladas por mês de produtos, como panelas e caçarolas. Além do Paraná, vendemos para São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. Gonçalves, que atende empresas paulistas há mais de dez anos, conta que conquistar novos clientes não tem sido tarefa fácil.
A possibilidade de demissão de funcionários está descartada, por enquanto. Prefiro acreditar que o governador Mário Covas vai revogar a lei, que considero imprópria por ir na contramão da modernidade. Vivemos num mundo globalizado e o governo de São Paulo não pode criar uma medida restritiva dentro do Brasil. Além disso, as empresas paulistas ficaram insatisfeitas porque estão sendo pressionadas a comprar de fornecedores de São Paulo.
Gonçalves argumenta, porém, que o governo do Paraná não deve aprovar lei semelhante, como vêm propondo algumas lideranças do Estado. Se tivermos esta lei, vamos prejudicar as empresas paranaenses que compram a maioria dos insumos em outros Estados, adverte. (C.L.)





