O empresário Luís Eduardo Batista Gândara, responsável pela Borgan Indústria e Comércio de Artefatos de Borracha Ltda, de Goiânia, procurou a Folha para reclamar do atendimento que recebeu da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Interessado em transferir sua empresa para Londrina, Gândara diz que, depois de várias negociações e muitos interurbanos, a companhia não lhe deu retorno.
Gândara acusa a Codel de fazer ‘‘propaganda enganosa’’ ao enviar, por fax, material que ‘‘dá a entender’’ que a companhia pode obter financiamento a fundo perdido para empresários interessados em instalar indústrias em Londrina. ‘‘Num dos documentos, a Codel afirma dispor de linha de crédito internacional, fortemente subsidiada, com recursos da comunidade européia, através do programa Paraná Europa, e oferece área própria para instalação no distrito industrial através de doação’’.
O presidente da Codel, José Cândido Muller Júnior, disse à Folha que o projeto foi considerado inviável economicamente. ‘‘Mandamos um fax comunicando ao empresário que não tínhamos interesse’’, diz. ‘‘No caso da Borgan, empresa que está inoperante desde 97, concluímos que não seria um negócio interessante para o município’’. Muller afirma que a Codel só aponta caminhos para as empresas irem em busca dos financiamentos e não faz intermediação. ‘‘O que travou o projeto da Borgan foi a viabilidade técnica’’, afirma.César Augusto‘Crédito fácil’Luis Gândara diz que a Codel está fazendo propaganda enganosaCláudia Lopes

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