São Paulo – Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex) com 326 indústrias mostra que a grande maioria (92%) dos empresários defende que a associação entre política industrial e renúncia fiscal é o grande estímulo para elevar as exportações. Entre os entrevistados, 86% também acreditam que a renúncia fiscal, ao contrário de prejudicar, traria benefícios ao País se fizesse parte de uma política industrial genérica – 10% acham que isenções fiscais prejudicariam o País.
Os benefícios tributários ou creditícios são considerados por 92% dos empresários que responderam à pesquisa como ferramentas de estímulo às exportações e de consolidação de uma política industrial. A adoção de uma política industrial é vista com o núcleo básico do projeto de desenvolvimento econômico por 91% dos entrevistados.
A adoção de um programa específico para comércio exterior, dentro de uma eventual política industrial, é, na opinião de 88% dos entrevistados, sustentáculo do crescimento industrial e do desenvolvimento econômico. Outros 10% não souberam avaliar o papel das exportações para a economia do Brasil, enquanto 2% não acreditam nos benefícios de uma política de comércio exterior.
Quando questionados se o projeto anterior de desenvolvimento, ‘‘há muito abandonado’’, baseado exclusivamente em decisões internas de restrições à importação, seria indutor de investimentos e de exportação, 82% dos industriais responderam que não, 10% não souberam responder e 8% disseram que sim.
O presidente da Abracex, Primo Roberto Segatto, disse que a pesquisa foi feita ‘‘em virtude da polêmica existente no governo sobre a eficiência ou não de o Brasil ter uma política industrial’’. O levantamento mostrou que, pelo menos do ponto de vista empresarial, ela é necessária.

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