Questionado pela Folha sobre as recentes medidas dos governos federal e estadual, que causaram polêmica e descontentamento nos setores agropecuário e comercial, o novo presidente da Faciap foi evasivo. Quanto à Medida Provisória 66/2002, que estabelece, entre outras coisas, política de créditos para as empresas que recolhem o PIS e o Pasep e altera alíquotas de arrecadação, Nogaroli preferiu não se posicionar já que algumas empresas têm interesse na mudança, enquanto outras se mostram contrárias. Afirmou apenas que a matéria ainda está sendo estudada pela entidade junto as afiliadas que representam cerca de 40 mil empresas em todo o Estado.
Com relação à proposta de Recuperação Fiscal (Refis), sancionada na última semana pelo governador Jaime Lerner (PFL) e uma das principais bandeiras de seu antecessor Ardisson Akel, Nogaroli disse que a Faciap vai articular mudanças, pois a lei não atende o projeto que foi encaminhado pela entidade. A Refis isenta de multa os empresários que quitarem débitos atrasados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A isenção, no entanto, contempla apenas aqueles inscritos em dívida ativa. Ficam de fora, por exemplo, débitos que estejam em discussão na esfera administrativa ou judicial. É justamente essa limitação que não agradou os empresários. A proposta da Faciap previa, ainda, a inclusão de outros tributos, além do ICMS.(A.L.)

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