Empresário quer contrato direto
A Companhia do Impermeabilizante, de Londrina, quer deixar de ser subcontratada da Petrobras para fornecer serviços diretamente à petrolífera. A empresa está terminando uma obra de impermeabilização na Repar, para onde enviou 20 trabalhadores. Mas o serviço foi contratado por meio da Camargo e Correia.
Para conseguir o trabalho, ela teve de passar por um rigoroso processo de qualificação, como conta o diretor técnico, Renato de Nóbrega. ''Tive de comprovar capacidade técnica e treinar funcionários'', afirma. Ele também precisou investir em SMS (saúde, meio ambiente e segurança). ''Tivemos de fazer um seguro de vida para nossos trabalhadores com valores mais altos que o do mercado local'', explica. O empresário também comprou novos equipamentos de segurança. ''São centenas de coisas com as quais a gente tem de se preocupar'', diz.
Nóbrega alega que não pode revelar os valores dos investimentos nem o ganho com o trabalho. Mas garante que valeu a pena. Tanto que pretende investir mais para, da próxima vez, atender diretamente à Repar. Para isso, ele terá de obter pelo menos o Registro Local.
A situação do empresário Nicholas Haydu, da LD Software (Oníria), é bem diferente. Ele realiza atualmente seu segundo negócio com a Petrobras e foi à reunião da última quinta-feira interessado em se cadastrar junto à Repar. Em 2008, ele foi convidado pela petrolífera para participar de um processo de licitação.
''Trabalhávamos com games e já pensávamos em utilizar o nosso conhecimento para outros aplicativos que não fossem de entretenimento'', conta. A Petrobras, de acordo com ele, estava a procura de um simulador para utilização de guindaste em plataformas. Ele participou do certame, venceu, realizou o trabalho e foi até premiado por ele.
Atualmente, a empresa está desenvolvendo um simulador de processos para a Revam - braço da Petrobras no Amazonas. ''Já atendemos a Petrobras duas vezes fora do Estado, no entanto, aqui ainda não'', justifica. (N.B.)





