Empresário que tentou golpe tem prisão revogada
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 1997
Sucursal de Curitiba 
O juiz da 6ª Vara Criminal de Curitiba, Glademir Vidal Antunes Panizzi, revogou segunda-feira a prisão preventiva do empresário Mercílio César Casagrande Filho. O empresário estava preso há 81 dias no Manicômio Judiciário sob acusação de ser o cabeça de uma quadrilha que se preparava para dar um golpe de R$ 76 milhões contra a Receita Estadual.
Casagrande só não foi colocado em liberdade porque a Central de Inquéritos expediu mandado de prisão preventivo por estelionato. O Ministério Público ingressou com recurso para tentar reestabelecer a custódia.
Segundo apurou a Receita Estadual, o grupo liderado por Casagrande utilizava duas empresas fantasmas (Blue Eyes Distribuidora de Produtos de Perfumaria e Nayane Indústria e Coméricio de Calçados) para gerar créditos falsos do ICMS. Através de guias falsificadas, eles conseguiam abater o imposto de empresas que aceitassem o golpe. A quadrilha conseguiu um crédito fraudulento de R$ 20 mil.
Casagrande era o único membro do grupo que estava preso. Os contabilistas Jorge Augusto dos Santos, Rogério Vilela de Biassio e Carleones Romão Batista respondem o processo em liberdade. Casagrande estava detido no Manicômico Judiciário por causa de problemas de saúde.
O juiz da 6ª Vara Criminal entendeu que não caberia mais manter Casagrande preso. Os motivos que o levaram à prisão não existiam mais. Ninguém nasce culpado para ficar preso, afirmou Gledemir Panizzi. Panizzi disse que a revogação do mandado de prisão de Casagrande não vai alterar o trâmite do processo. Ele informou que a próxima audiência para ouvir as testemunhas de acusação acontece somente em 31 de março.


