Empresário prevê novas oportunidades no mercado externo
''A crise existe, mas para quem ficou apostando só nos EUA vai ter dificuldades para manter as portas abertas.'' Esta frase de Mário Luiz Bobato, empresário do setor madeireiro, resume em parte a falta de iniciativa que algumas empresas madeireiras tiveram quando a crise hipotecária americana dava seus primeiros sinais, há cerca de dois anos. Com o desaceleração da construção civil nos EUA, Bobato tratou de incrementar a negociação de madeira com países europeus, africanos, árabes e já pensa em invadir o comércio russo com sua produção de compensado.
Bobato é proprietário da Miraluz Indústria e Comércio Limitada, na cidade de Sengés (160 km ao norte de Ponta Grossa). Há 36 anos no mercado de madeira, o empresário conta que a cidade de 22 mil habitantes enfrenta o desaquecimento da indústria madeireira, com desemprego e fábricas fechando. Segundo ele, o motivo seria a opção de algumas empresas só terem negócios de exportação com os EUA. Ele lembra que há cerca de 2 anos, quando detectou dificuldades em negociar com a indústria da construção civil americana, tratou logo de negociar com outras praças do mundo.
''O setor também estava muito aquecido, minha fábrica estava produzindo 40% além da capacidade instalada. Desconfiava, em parte, que isso não poderia continuar'', explica o empresário, que comanda cerca de 400 funcionários. Ele informa que já está de malas prontas para negociar na Europa sua produção. ''Os chineses, que são fortes na exportação de madeira no mundo todo, vão entrar em dificuldade. A mão-de-obra e a produção da indústria de lá era muito barata. Eles (chineses) tinham preços competitivos'', conta o empresário, ao explicar que a China retira tora da Rússia, que passará a cobrar impostos pesados pela matéria-prima. (E.P.F.)





