Curitiba
O delegado Luiz Alberto Cartaxo Moura, da Delegacia do Consumidor, não descarta a possibilidade de pedir a prisão preventiva do dono da empresa de telefones Montage, Antonio Klodzinski. ‘‘Acreditamos que já esteja caracterizado crime contra o consumidor e podemos pedir a prisão dos responsáveis pela empresa’’, afirmou ontem o delegado. A Delegacia do Consumidor instaurou inquérito policial para investigar o caso da empresa que pediu autofalência na quinta-feira.
Até o início da noite, a delegacia havia registrado 30 queixas contra a Montage, que está inscrita na Junta Comercial com o nome Adcortel Administradora e Corretora de Telefones. A maioria dos clientes que recorreu à delegacia já pagou todas as prestações, mas não recebeu o telefone.
A orientação da delegacia é para que as pessoas registrem queixa o mais rápido possível. ‘‘Pedimos para que os clientes que tenham quitado o pagamento registrem queixa para que fique mais fácil o ressarcimento’’, afirmou o delegado. Ele disse que ainda não é possível garantir que os clientes serão indenizados.
A Montage enviou uma nota de esclarecimetno aos jornais se comprometendo a ressarcir os clientes. ‘‘Todas as providências estão sendo tomadas para que nenhum cliente fique prejudicado. Todos serão chamados através de correspondências ou publicação na imprensa’’, diz a diretoria.
O inquérito policial está a cargo do delegado Armando Braga, que analisará a possibilidade de decretar a prisão preventiva de Klodzinski. Braga deve começar a ouvir os clientes lesados.
O pedido de autofalência foi ajuizado na quinta-feira da semana passada. Mas ontem, o advogado da Montage, Vilson Stall, entrou com um requerimento solicitando a paralisação do processo por 48 horas. O advogado informou à juíza Jocelia Ribas Dittrich que um grupo estaria interessado em adquirir a Montage. Caso se confirmasse a venda da empresa, não seria mais necessário requerer a autofalência. A juíza aceitou o pedido do advogado e adiou para amanhã o julgamento da autofalência.
TeleparEm nota divulgada aos jornais, a Telepar informou que não tem qualquer ligação com empresas que comercializam ou alugam telefones. A Telepar disse que ‘‘não interfere nas relações comerciais entre terceiros que devem estar cientes dos riscos de transações dessa natureza’’. A Telepar orienta às pessoas que passaram procuração à Montage, que revoguem a autorização. Desta maneira, elas retomarão o direito às linhas.

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