A recessão da economia norte-americana e sua influência sobre demais países não têm vida longa, mas a economia agropecuária, que segue ciclo diferente, continuará experimentando uma fase de preços baixos para suas principais commodities milho e soja e, tão cedo não voltará aos níveis anteriores aos de 1998.
A opinião é do presidente Mundial da Divisão Agrícola da John Deere Company, Ferdinad Koerndorf, e foi manifestada a um grupo de jornalistas brasileiros no Centro Administratrivo da empresa, em East Moline, no Estado de Illinois, Corn Belt norte-americano, maior produtor de grãos oleaginosos dos Estados Unidos.
Líder mundial na fabricação de máquinas agrícolas e outros segmentos que vão de equipamentos de uso doméstico, indústria da construção civil, a John Deere também opera em serviços financeiros, crédito, seguros e administra planos de saúde. A John Deere tem 32 fábricas de tratores e colheitadeiras em 12 dos 160 países onde opera algum tipo de negócios. Emprega 44 mil pessoas. No Brasil, a empresa controla a SLC – John Deere, em Horizontina (RS), mas Koerndorf pretende investir no Centro-Oeste, acompanhando a nova fronteira da soja. Desde o ano passado, a John Deere também controla a Cameco, em Catalão (GO).
O faturamento da Divisão Agrícola da John Deere, este ano, deve crescer cerca de 8% sobre os US$ 13,7 bilhões do ano passado.
Trator sem tratorista O presidente mundial da Divisão Agrícola da John Deere confirmou o lançamento do primeiro trator ‘‘autônomo’’, que já tem protótipos em trabalho de campo. Ele não pôde revelar a data do lançamento, nem entrou em detalhes do projeto.
O engenheiro Henry E. Werling, gerente de produtos, disse aos jornalistas que visitaram a fábrica da John Deere em Waterloo, Estado de Iowa, onde o trator automático será usado prioritariamente na pulverização de pomares. Nessa atividade é intensa a pulverização e os operadores ficam expostos aos agrotóxicos. Segundo o engenheiro, o trator será guiado via satélite.
Incentivo à soja A futura safra norte-americana de soja pode representar novo recorde e os agricultores brasileiros podem se preparar para uma nova temporada de preços baixos. É possível que esta previsão venha a constar na primeira previsão a ser divulgada no próximo dia 30 pelo Departamento de Agricultura dos EUA (Usda).
As altas do petróleo, ano passado, elevaram os preços de fórmulas básicas de fertilizantes usados no milho. Para fugir do aumento do custo de produção e prevendo preços baixos para o produto no mercado internacional, muitos produtores vão migrar para a soja com incentivo do próprio governo, que garantirá diferencial de preço para este produto. É tido como certo, portanto, um aumento na área de soja e queda em igual proporção na área de milho.
O jornalisa viajou a convite da SLC John Deere

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