Depois de assumir o Consórcio União e estar envolvido mais a fundo na atividade, o empresário Rodolfo Montosa percebeu que existiam algumas necessidades estruturais em todo o sistema. A partir daí, ele começou a se envolver mais com a Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (Abac), da qual o União já era associado. Depois de passar por alguns cargos regionais e a diretoria nacional, se tornou o primeiro empresário de fora de São Paulo (e também o mais jovem) a comandar a entidade, entre os anos de 2005 e 2009.
Ao tomar frente da presidência, Montosa assumiu uma bandeira bem clara para todas as administradoras envolvidas: era necessário criar uma lei específica para o sistema de consórcios. Até então, o sistema era regulado por normas criadas pelo Banco Central (BC), agente normatizador e fiscalizador do sistema. Porém, estas normas infralegais (abaixo da legislação) eram muitas vezes mal compreendidas à luz das outras leis. ''Nós precisávamos de uma lei para dar mais segurança e estabilidade política aos players do segmento. Segurança para administradora, para o consumidor consorciado e para o BC, que faz o papel de regulador e fiscalizador.''
Entre lançar o projeto até a aprovação da Lei do Sistema de Consórcios, o trabalho foi árduo por parte dos envolvidos na Abac. Ao longo dos 59 meses em que o projeto de lei tramitou no Senado e na Câmara dos Deputados, a diretoria nacional da entidade entrou em contato com 17 senadores e 47 deputados federais. Em quatro anos, foram 418 reuniões em São Paulo e 286 reuniões em Brasília, até a lei entrar em vigor, em 6 de fevereiro de 2009. ''Agora, todos os processos foram eliminados. Entraram mais competidores no mercado, como os bancos, que até então não podiam oferecer o serviço. Para o consumidor ficou uma grande vantagem, já que a briga agora está na qualidade do serviço e na proximidade com o cliente.'' (V.L.)

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