O empresário Alexander de Melo abriu em 2010 a Lexno Indústrias, em Londrina, e afirma que, além das dificuldades que encontrou para negociar com o Poder Público, percebeu que falta mão de obra especializada na cidade. Ele elogia a mudança de atitude na gestão atual na prefeitura, que considera mais rápida e sem burocracia excessiva, mas diz que é apenas o começo. "A ajuda do governo não pode ficar restrita a doações. É necessário e urgente criar polos de qualificação de mão de obra para a facilitar a absorção de pessoal local."
Desde a instalação da Lexno, ele diz que negocia a doação de uma área, já prevista no planejamento de expansão da empresa em médio prazo, mas sem sucesso. Melo preferia se manter na região porque o treinamento de funcionários é interno e foi atrás de opções. "Pesquisei em Ibiporã, Cambé, Tamarana e Arapongas, todas muito mais receptivas à industrialização", conta. Foi então que conseguiu o apoio que pedia neste ano, que inclui benefícios fiscais.
A Lexno tem 12 empregados hoje e espera preencher mais cinco vagas até o fim de 2013. A empresa de tecnologia está em dois barracões alugados, de 500 metros quadrados (m²), onde produz cinco máquinas ao mês. Se puder contar com um novo terreno, Melo pretende investir R$ 5 milhões em uma estrutura de 5 mil m². "A Lexno poderá atingir 30 empregos diretos nos próximos cinco anos." (F.G.)

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