Empresários e profissionais liberais de Maringá e região participam a partir de agosto da primeira Universidade Corporativa em regime aberto e presencial do Brasil. Trata-se de uma universidade voltada para os interesses específicos de empresários e profissionais já estabelecidos no mercado e que não tiveram uma formação teórica. Esse tipo de universidade é inédito no País porque é aberta à comunidade e exige a presença do ‘‘aluno’’ no curso.
De acordo com Jorge Ceranto, diretor da Universidade Corporativa Trecsson, o novo modelo de educação não compete com as universidades tradicionais e tem como objetivo garantir o desenvolvimento da classe empresarial. Ele explica que o modelo da universidade corporativa surgiu nos Estados Unidos, após a 2ª Guerra Mundial e tomou forma a partir da década de 60. Entretanto, nas décadas de 70 e 80, a idéia da universidade corporativa foi praticamente esquecida e ressurgiu na década de 90 com o processo de globalização da economia.
Para se ter uma idéia, o número de universidades corporativas nos EUA passou de pouco mais de mil - criadas na década de 60 - para mais de 5 mil a partir de 1990. O objetivo é promover uma reciclagem dos funcionários das empresas, oferecendo a eles condições de acompanhamento das tendências e transformações no mercado mundial. Nesses casos, as universidades corporativas seguem o regime fechado.
Na prática, conforme Ceranto, a Universidade Corporativa faz o papel inverso das universidades tradicionais. Enquanto as universidades tradicionais garantem conhecimento teórico e científico aos alunos que ainda não tiveram experiência nas áreas que estudam, o novo modelo de universidade oferece o ensino teórico e reciclagem aos empresários que fundaram suas empresas sem o conhecimento teórico das escolas e universidades tradicionais. Uma prova de que a Universidade Corporativa não compete com as tradicionais, segundo Ceranto, é que o pré-requisito aos interessados é que tenham empresas ou que sejam profissionais já estabelecidos no mercado.
Ao contrário dos cursos rápidos de reciclagem e especialização que são oferecidos por diversas instituições de ensino, a Universidade Corporativa tem cursos de média duração. O curso de Administração e Liderança Empresarial da Universidade Corporativa Trecsson, que inicia no dia 6 de agosto, por exemplo, terá duração de 14 meses com aulas a cada 15 dias. No total o curso terá 364 horas/aulas e será ministrado por professores da Fundação Getúlio Vargas. As aulas serão às segundas-feiras das 19 às 23 horas; e às terças-feiras, das 7h30 às 12h50. O horário atende os interesses e disponibilidades dos ‘‘alunos’’, demonstrados em pesquisa feita pela direção da universidade.
‘‘Na Universidade Corporativa, os empresários terão oportunidade de fazer uma nova leitura do mercado nacional e internacional e se adaptar às novas exigências’’, explica Ceranto. Segundo ele, os cursos são oferecidos para empresários dos mais diversos segmentos.

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