O sigilo na negociação entre estes grupos e proprietários de terras e usinas no Brasil é regra. O proprietário do escritório Fazendas do Brasil, Carlos Olveira, negocia grandes propriedades e usinas de todo país a partir de Maringá, onde está sediado. Segundo ele, para se negociar uma usina, demora cerca de um ano para fechar o negócio. ''Os investidores externos pedem uma auditoria na usina que vai ser adquirida, o que pode demorar um ano'', explica Oliveira, dizendo que os negócios giram em torno de US$ 1 bilhão por usina.
Oliveira afirma que este processo se intensificiou nos últimos tempos. ''Depois que o Bush veio em 2006 ao Brasil, atrás de etanol, começou a procura por terras. Mas aumentou mesmo, de uns tempos para cá, devido o mundo estar precisando de bioenergia e alimentos'', descreve. Há três formas de aquisição de usinas no Brasil: o comprador já adquire a usina montada; compra projetos de usinas legalmente aprovados ou começa da estaca zero, arrumando a área, fazendo o projeto e investindo na compra de terras e da montagem da usina.
O dinheiro, explica ele, vem de fundos de investimentos internacionais, onde acionistas emprestam dinheiro a juros menores do que os praticados no Brasil. Terras no Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e do Norte, Bahia, Minas Gerais e Tocantins são os alvos preferidos dos megainvestidores. ''Os investidores vêm, compram tudo que interessa, mas o grande investidor não aparece'', comenta Oliveira explicando que áreas são adquiridas por estes grupos ou em parceria e fusões com agrobusines brasileiro. (E.P.F.)

mockup