Empresário dá R$ 20 mil para se livrar de posto
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quinta-feira, 26 de abril de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
O empresário Elói Anzolin está oferecendo R$ 20 mil para quem aceitar assumir e administrar seu posto de combustível, localizado às margens da BR-277 em Cascavel. Ele justifica que a margem de lucro é pequena e diz que o negócio traz muitos problemas e pouco lucro. Apesar de oferecer dinheiro, o empresário reconhece que existem dívidas a ser pagas.
O empresário conta que comprou o posto há três anos e investiu cerca de R$ 100 mil. Ele acrescenta que atualmente foi instaurada uma guerra comercial em Cascavel, em que somente os mais estruturados conseguirão se sobressair. Reconheço minha incapacidade para administrar o posto, mas não consigo entender como outros ainda conseguem ganhar dinheiro nesse ramo.
Elói Anzolin se refere à queda dos preços de combustíveis registrada nas duas últimas semanas na cidade. Alguns postos que vendiam a gasolina a R$ 1,65 hoje estão comercializando o produto a R$ 1,44, poucos centavos acima do preço de custo. Ele diz que a situação atravessada por ele é a mesma de outros empresários do ramo.
O empresário relata que a dívida atual do posto é equivalente aos valores que têm para receber de credores, mas reconhece que dificilmente conseguirá receber tudo, pois existem alguns cheques sem fundo de outros estados no montante. Por isso, decidiu ofertar dinheiro, que poderá ser utilizado para saldar parte das dívidas. Além disso, para fechar o posto, ele teria que gastar muito mais para regularizar a situação dos funcionários.
Outro proprietário de posto, Roberto Pellizzetti, concorda que o atual preço cobrado está trazendo prejuízos e que somente um novo reajuste poderá equilibrar as finanças. Para trabalhar com o preço baixo é necessário comprar combustível de companhias duvidosas que vendem produto de baixa qualidade. Porém, não podemos fazer isso, ou então, corremos o risco de perder o cliente, afirma.
Alguns empresários preferem não reduzir os preços e contam com a clientela fixa para não sentir os reflexos da concorrência. É o caso de Célio Stefani, que mantém a gasolina a R$ 1,54, e diz que não pode abaixar os preços devido aos custos. Acho difícil isso continuar por muito tempo.


