Empresário culpa governo por demora na reforma tributária
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De São Paulo 
A reforma tributária, principal reivindicação das entidades que representam a indústria brasileira, está paralisada por causa da falta de vontade política do governo. É o que dizem entidades como Ação Empresarial, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Confederações Nacionais da Indústria (CNI), do Comércio (CNC) e da Agricultura (CNA), entre outras, que se reuniram ontem na capital paulista para definir um posicionamento do setor industrial sobre a questão.
Num documento conjunto, as entidades escrevem que, em mudanças dessa natureza (reforma tributária) é absolutamente imprescindível que o Executivo tenha um papel de liderança e engajamento (...). Este não tem sido o comportamento observado.
Segundo as organizações, isso acontece por causa do receio de perda de arrecadação, que, eventualmente, viesse a pôr em risco o equilíbrio fiscal. O documento informa que a posição do governo mostra o predomínio de uma visão arrecadadora e não um compromisso com a competitividade.
O documento diz que o setor empresarial reconhece a necessidade de um equilíbrio fiscal duradouro, mas entende que, com vontade política, é possível conseguir uma ampla reforma tributária.
As mudanças propostas, recentemente, pelo governo foram consideradas tímidas: Pouco ou nada alteram em termos das distorções existentes no sistema atual. Sobre a alteração proposta para a cobrança do PIS/Cofins das exportações, o documento considera que é parcial porque ressarce o exportador por meio de créditos, o que pressupõe, primeiro, o pagamento do tributo, deixando o ressarcimento sujeito a confirmações por procedimentos administrativos.
As entidades finalizam o documento dizendo que o governo desperdiçou todas as possibilidades efetivas de realizar a reforma tributária e que, por tudo isso, o setor empresarial continuará mobilizado em torno desse objetivo.


