O empresário Abílio Medeiros, autor da ação popular que pede a nulidade do decreto de utilidade pública sobre o terreno do antigo Colossinho, disse ontem que o prefeito Nedson Micheleti não poderá impedir a vinda do Wal-Mart - maior rede de supermercado do mundo - para Londrina. Medeiros referia-se à entrevista do prefeito à Folha, publicada no domingo, dia 27, onde disse que o teatro municipal será construído numa área doada na Zona Leste, porém, vai brigar para que a multinacional não se instale na área do Colossinho, antigo Colégio Londrinense.
''É um posicionamento no mínimo estranho. Sempre disse que o objetivo do prefeito não era construir o teatro no Colossinho, só não consigo entender porque ele é contra o Wal-Mart no local'', afirma Medeiros, que disse não estar defendendo interesses da Taveri Participações Ltda, que negocia o terreno com a Wal-Mart. ''Defendo o interesse da iniciativa privada, mas o prefeito defende outros interesses'', afirmou o empresário.
Segundo Medeiros, o prefeito não pode dizer que vai proibir um empreendedor de vir para a cidade porque existem outros comércios instalados. ''Nós vivemos num regime capitalista. O fato dele querer proibir o Walt-Mart de se instalar no Colossinho depõe contra a cidade, contra nós consumidores. Vou brigar até o fim por esta ação, pois entendo que ela defende o direito da iniciativa privada'', alegou Medeiros.
Ele informou que, ao dizer que o Walt-Mart irá depredar com os outros estabelecimentos comerciais da área central, é muito subjetivo. ''É um absurdo, se fosse assim não deixaria nenhuma imobiliária se instalar mais na cidade, por causa da minha. Se for assim, não teremos mais nenhum shopping, porque já temos dois'', argumentou.
O prefeito Nedson Micheleti destacou não ser contra a vinda do Wal-Mart, mas acredita que existem outras áreas para a multinacional se instalar, que não seja o Centro. O prefeito sugere áreas na Gleba Palhano (zona sul), nas imediações da Avenida Airton Senna, a caminho do shopping. Em relação ao teatro municipal, ele ficou satisfeito com a área doada por um grupo de empresários liderados pelo imobiliarista Raul Fulgêncio. Os 20 mil metros doados fazem parte de um terreno de 10 alqueires adquirido pelos empresários, na antiga Anderson Clayton, onde hoje funciona a multinacional Coinbra S/A.

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