As empresas brasileiras reduziram suas previsões de vendas diante da crise da Ásia. No entanto, a maioria mantém o otimismo em relação à economia do País nos próximos dois anos. A informação é de pesquisa divulgada ontem pela agência Reuters.
A pesquisa, com 300 empresas brasileiras, foi feita a pedido da Reuters pelo grupo Zogby International entre 5 e 15 de janeiro. Segundo ela, 85% dos executivos esperam que a economia do País cresça nos próximos dois anos. Três de cada cinco executivos entrevistados acreditam que as vendas aumentarão em 1998 e apenas 6,% esperam uma redução nas vendas. Houve uma pequena mudança em relação a outra pesquisa feita em julho de 97, quando 70% previam aumento de vendas e somente 3,7% antecipavam uma diminuição.
Segundo John Zogby, presidente da Zogby International, havia um grande sensação de euforia em julho passado e isso caiu um pouco. ‘‘O notável é que os níveis de confiança continuam muito alto’’, diz. A pesquisa, que tem uma margem de erro de 5,7%, detectou que o otimismo é maior em relação a 1999. 70,7% deles acreditam que as vendas vão aumentar em 99, contra apenas 2% de pessimistas.
A pesquisa sobre Confiança Empresarial Reuters/Zogby é feita a cada seis meses e serve como referência para medição do desempenho empresarial do Brasil. Entre os 300 participantes da pesquisa estão empresas de pequeno, médio e grande portes de todos os setores da economia. Apesar do duro pacote de austeridade baixado no final do ano passado, somente 4,8% dos entrevistados apontaram uma contração na economia em 1998.
Surpreendentemente, a crise na Ásia não afetou o panorama de crescimento dos empregos entre as empresas brasileiras. De fato, a pesquisa apontou que houve crescimento no número de executivos que está disposto a contratar mais pessoal, de 35% em julho, para 38% agora. Também a percentagem de entrevistados que pretendem fazer demissões caiu de 15,8% para 13,3%.
Também aumentou a confiança na forma como o governo vem se comportando para reduzir o impacto da crise internacional sobre a economia brasileira. Quando se perguntou se acreditam que as políticas do governo têm ajudado os negócios nos últimos cinco anos, 42,5% dos executivos responderam que sim, diante de 37,4% em julho passado.

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