O empresário Raul Fulgêncio aponta uma série de fatores que impulsionam o mercado na cidade: a existência de uma demanda reprimida, o aumento do interesse de faixas mais jovens como opção de investimento, a boa fase do agronegócio e o aumento na renda dos trabalhadores. Segundo ele, a mesma categoria que há seis anos comprava um apartamento de R$ 80 mil, hoje compra um imóvel em torno de R$ 200 mil. O agronegócio, por sua vez, representa entre 15% e 20% dos negócios diretos no setor e cerca de 40% dos indiretos.
Além disso, está havendo também uma mudança no perfil das pessoas que vêm fazer curso superior em Londrina. Antes, era comum a família comprar ou alugar uma quitinete ou um apartamento simples com dois dormitórios.
Para Fulgêncio, nem mesmo os aumentos da inflação e das taxas de juros registrados nos últimos meses vão interferir nos negócios imobiliários em Londrina. Ele encara até este cenário nacional, não totalmente favorável, com otimismo. ''O porto seguro do investidor é o mercado imobiliário. As pessoas compram apartamentos novos, antecipam o valor das prestações e dão, inclusive, uma entrada maior. A inflação só vai atrapalhar se chegar a níveis incontroláveis''.
Este ritmo de crescimento na construção civil vai garantir o desenvolvimento de Londrina nos próximos seis ou sete anos, defende o empresário.
Em Curitiba, os alvarás liberados para novas construções (residenciais e não residenciais) atingiram, até maio de 2008, 1.181.638 metros quadrados, o que significa um aumento de 67% em relação ao mesmo período de 2007. Os alvarás residenciais chegaram a 986.683 m2 e aumentaram 96% em relação a igual período do ano passado.
No primeiro semestre do ano foram lançados 2.079 unidades de apartamentos (acima de quatro andares), número 80% maior do que no mesmo período de 2007 (1.155 unidades). Ele informou que 50% a 60% dos lançamentos no Paraná são apartamentos de dois a três quartos com 80 a 100 m2 com valores entre R$ 180 mil e R$ 200 mil. Os lançamentos mais populares ocupam 30% a 40% do total, possuem de dois a três quartos, 40 m2 e custam de R$ 35 mil a R$ 40 mil.
(E.A. e A.B.)

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