Empresário americano visita terreno proposto pela Codel
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sábado, 10 de março de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
Em um ano, o grupo norte-americano CBP deverá começar a produzir seus equipamentos em Londrina. Pelo menos é essa a expectativa do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel). A CBP quer fabricar na cidade máquinas para tratamento de resíduos sólidos por meio da tecnologia de gaseificação por plasma.
''No momento, a CBP está em processo de abertura de CNPJ em Londrina. A partir daí poderemos saber como ajudá-la a se instalar efetivamente'', afirma o presidente da Codel, Mário Kumagai. No último sábado, ele levou o CEO da CBP, Scott Rettberg, para conhecer um terreno na zona norte, que poderá ser doado à empresa.
De acordo com Kumagai, trata-se de uma área de 1,1 milhão de metros quadrados da Cohab localizada no prolongamento da Avenida Saul Elkind, próximo de Cambé. ''É uma das opções que estamos oferecendo à empresa. Eles precisam de 150 mil metros quadrados'', conta o presidente da Codel.
Kumagai ressalta que, além da doação do terreno, a Prefeitura deverá conceder aos americanos os demais benefícios previstos na lei municipal 5.669, como isenção de taxas e incentivos fiscais. Além disso, o prefeito Barbosa Neto (PDT) deverá procurar o governo estadual para incluir o empreendimento no programa de incentivo Paraná Competitivo. ''Temos a expectativa de que a empresa comece a produzir em um ano'', afirma o presidente da Codel.
Segundo o CEO da CBP, parte do protótipo do equipamento será produzido nos Estados Unidos e parte no Brasil. A tecnologia de gaseificação por plasma para tratamento de resíduos já é utilizada há 30 anos. A novidade é que a CBP está desenvolvendo um projeto de um equipamento móvel. Ele será instalado em um implemento rodoviário puxado por um cavalo-trator (caminhão). Desta forma poderá ser levado até o local onde os resíduos serão transformados.
Para o desenvolvimento da parte externa do equipamento, a CBP está procurando implementadoras brasileiras. Já a parte interna do protótipo, ou seja, o equipamento propriamente dito virá dos Estados Unidos.
Questionado pela FOLHA se existe possibilidade de a fábrica não se instalar em Londrina, Rettberg responde: ''Eu quero dizer que estamos trabalhando com coleta de informações, estamos em proceso de decisão. As negociações com Barbosa (o prefeito Barbosa Neto) são muito positivas. Acredito que Londrina é uma boa escolha''.
Decisão tomada, ele estima que em 90 dias o Grupo CBP terá escritório em Londrina. O nome da empresa local deverá ser Vision Plasma do Brasil.
Tecnologia
A gaseificação por plasma permite a transformação de material orgânico em oxigênio, o derretimento de metal para reciclagem, e a transformação de materiais de origem mineral num produto chamado slag.
O processo de tratamento de resíduos funciona a uma temperatura de 11 mil graus centígrados e é o único, segundo o americano, capaz de acabar, por exemplo, com qualquer contaminação em lixo hospitalar. Segundo Retbberg, existem 40 equipamentos instalados no mundo com esta tecnologia, mas o que será fabricado em Londrina vai ser o único móvel.
De acordo com o CEO, o custo para transformação de um quilo de resíduos nos equipamentos fixos é de cerca de 7 dólares. No modelo móvel, poderá baixar para 2 dólares.


