Empresário acredita que fechará ano no vermelho
A alta no custo com energia para a indústria e o mau momento da economia nacional devem fazer com que a AESA Automolas tenha dificuldades em fechar o ano sem deficit financeiro. O diretor comercial e financeiro da empresa de Cambé, André Bearzi, diz que terá de fazer "milagres" para tirar recursos de outros departamentos e para evitar resultados negativos em 2015.
Cerca de 10% de todos os gastos mensais da empresa são divididos entre eletricidade (3%) e gás natural (7%). Porém, Bearzi conta que a meta era que fosse meio a meio. "Após a redução da tarifa de energia elétrica há dois anos, ficou vantajoso investir em tecnologia com essa fonte e compramos equipamentos que hoje tenho de desligar porque o uso ficou inviável com o preço atual", conta.
Ele cita um concorrente dos Estados Unidos sobre o qual tem muitas informações e que gasta menos da metade com energia. "Trabalho com uma margem bruta em torno de 4% e perdi um terço dela somente com a última alta da Copel", diz.
O diretor da AESA afirma que o ideal seria repassar os custos aos clientes internos, já que todos os concorrentes têm o mesmo problema, e absorver nas exportações, para não perder mercado. "Mas estamos em um momento econômico tão crítico que nem internamente poderemos repassar o custo, ou não venderemos. E ainda teremos oneração da folha de pagamento, então será um ano difícil." (F.G.)





