Agência Folha
A taxa de juros Selic (para títulos públicos federais), atualmente em 23,5%, deverá cair para entre 16% e 19% no final do ano. Essa é a opinião de 43% dos 267 empresários, diretores e gerentes de empresas entrevistados durante o seminário ‘‘A retomada econômica em questão’’, realizado dia 21 de maio em São Paulo com a participação de Pedro Malan, ministro da Fazenda, Armínio Fraga, presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, ex-presidente do BC, e Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda.
Foram formuladas perguntas a 800 participantes do seminário, mas apenas 267 responderam. O resultado da ‘‘Sondagem de Opinião InterNews’’ foi tabulado pelo Departamento de Pesquisas da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Para 25% dos entrevistados, os juros devem ficar entre 19% e 22%; para 20%, entre 13% e 16%. Somente 5% apostam em taxa entre 22% e 25%. Taxa abaixo de 13% é esperada por apenas 6%.
O PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas pelo país durante um ano), deve crescer até 1,5% neste ano, segundo estimam 37% dos entrevistados. Outros 23% esperam crescimento entre 1,5% e 3%, enquanto 30% prevêem que haverá queda de até 1,5%. Os mais otimistas calculam evolução acima de 3%; os mais pessimistas, queda maior do que 3%. A grande maioria dos empresários (80%) diz que o câmbio flutuará em torno de R$ 1,65 por dólar neste ano - ontem, o comercial esteve a R$ 1,736 para venda. Cotação abaixo de R$ 1,55 é esperada por apenas 4% dos entrevistados; 11% esperam mais de R$ 1,80.
O Plano Real está consolidado para 31% dos entrevistados, mas 52% entendem que essa consolidação está para acontecer. Somente 2% dizem que o real não deve se consolidar, mas 10% o consideram superado. O resultado da balança comercial do país (exportações menos importações) será positivo em até US$ 3 bilhões, segundo a maioria dos entrevistados (52%).

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