Empresariado apóia novo acordo
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terça-feira, 31 de julho de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse ontem, em reunião fechada na Confederação Nacional da Indústria (CNI), que é natural a constituição de um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O relato sobre as afirmações de Malan foi feito pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, pois o ministro saiu pela garagem sem dar declarações, assim que o encontro com os empresários terminou.
O ministro teve apoio do empresariado, que, segundo Vieira, acredita que um acordo com o FMI dá ao Brasil aval internacional de que a base econômica do País é sólida. Não é uma questão de gostar ou não gostar do FMI; o fato é que precisamos de uma espécie de auditor para dizer que nossos fundamentos econômicos estão OK, disse o presidente da Firjan. Se vamos ou não usar o dinheiro que ficará disponível, isso é quase um detalhe.
A maior preocupação do empresariado é com o aumento contínuo das taxas de juros, que, depois de cinco altas consecutivas em 2001 estão em 19% ao ano. Vieira afirmou que um novo acordo com o Fundo poderia reduzir as pressões sobre a taxa de câmbio e, consequentemente, sobre a inflação cujo comportamento impulsiona o Banco Central a elevar ou reduzir a taxa de juros. Eles só vão baixar quando houver uma taxa de câmbio mais razoável, ressaltou o presidente da Firjan.
Segundo Vieira, Malan disse que o acordo com o Fundo serviria como uma blindagem adicional para enfrentar as turbulências que vêm ocorrendo nos mercados financeiros. Neste caso, o ministro não estaria se referindo apenas à Argentina, mas ao conjunto de fatores, como a desaceleração econômica dos Estados Unidos e seus impactos na economia mundial.
Durante a reunião do Conselho Temático de Política Econômica da CNI, para a qual foi convidado, Malan afirmou, de acordo com Vieira, que os investidores estrangeiros já sabem diferenciar o Brasil de outros países emergentes que estão mais vulneráveis e passando por crises. O Brasil seria entre eles o mais confiável, na avaliação do ministro relatada por Vieira.


