Curitiba - A Tibagi Serviços Marítimos é a empresa que vai armazenar cerca de 2,7 mil toneladas de soja convencional que estão no silo público do Porto de Paranaguá. Este volume é referente a sobras técnicas, retenções judiciais e ao atendimento ao programa social da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) para produção de leite à base de soja.
Com isso, a Tibagi passa a ser responsável pelos grãos e pela garantia de que não serão misturados com soja transgênica. A empresa permanecerá como fiel depositária da soja do silo público por tempo indeterminado, assumindo as implicações legais de encargos. A Tibagi foi determinada pelo Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop) mas ainda não foi definido o prazo para isso acontecer. A Appa prevê que o silão comece a receber soja transgênica no prazo de uma semana.
A determinação do silo público para o armazenamento de soja geneticamente modificada é da presidente do Tribunal Regional Federal da 4 Região, desembargadora federal, Silvia Goraieb. Paralelamente, a Appa e a Procuradoria Geral do Estado entraram com recurso no TRF4 para tentar derrubar a decisão do tribunal.
Na próxima segunda-feira, a Comissão de Dragagem presidida pelo presidente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez Moraes e Silva, vai à Assembléia Legislativa para detalhar o projeto de dragagem para os deputados. Segundo Silva, serão esclarecidas também dúvidas sobre a área de despejo da dragagem. Foram levantadas questões de que o TCP seria favorecido com os resíduos. No entanto, ele esclareceu que estas informações não procedem.

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