Um estudo do consultor de comércio Nelson Barrizelli mostra que redes de fast food como a Pizza Hut sofrem a concorrência de pizzarias de bairro, muitas vezes um simples forno de padaria. ‘‘A pizza do restaurante de bairro sai três vezes mais barata do que a do fast food, diz Barrizelli.
A abertura de novas lojas das cadeias de fast food perdeu fôlego - KFC e Subway fracassaram até aqui em sua experiência brasileira. ‘‘As redes pararam de crescer como antes porque o mercado está saturado, afirma Miriam Senoi, coordenadora do Instituto Franchising. Saturado ou não, o número de lanchonetes e restaurantes sem marca internacional continua crescendo.
Vender comida é uma das primeiras opções das pessoas que perderam o emprego (1,5 milhão em São Paulo). Para elas, montar uma barraquinha de doces ou um restaurante fino pode parecer um negócio seguro porque comida é o último gasto que se corta. ‘‘São os empresários vaga-lumes , diz Raymond Gericke, dono da rede de restaurantes All Parmegiana. ‘‘Eles abrem e fecham o negócio muito rapidamente.
Os empresários vaga-lumes miram o exemplo da família Molinari. Os Molinari abriram um pequeno restaurante de comida por quilo no centro de São Paulo há seis anos e já têm nove filiais. O problema é que eles também estão sentido a força dos novos concorrentes. ‘‘O movimento caiu 40% neste ano. Quero saber onde está a freguesia. Se for preciso, vamos reduzir os preços, diz Diógenes Alvares Simões, gerente da loja da rua Barão de Itapetininga, no centro de São Paulo. A rede Habib’s (86 lojas no País) vende esfiha a R$ 0,19 - menos do que um chiclete.
A comida está muito barata , diz Carlos Navajas, gerente de franquia da rede. A estratégia da Arby’s, que tem 24 lojas, por enquanto, é não repassar os aumentos de custos. Silvia Almeida Prado, diretora de marketing, admite que está de olho nos passos da concorrência.

mockup