A partir de segunda-feira, dia 2, as empresas terão que fazer o recolhimento das contribuições previdenciárias (referente à competência de junho) somente por meio eletrônico – a chamada Guia da Previdência Social (GPS) eletrônica –, seguindo a Portaria nº 375, de 25/01/01, do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). Até sexta-feira, dia 29, ainda será possível fazer o pagamento da GPS em papel.
Para as contribuições individuais e para os empregados domésticos não haverá mudanças. O recolhimento continuará sendo feito, inclusive, nas lotéricas.
Segundo a Previdência Social, a GPS eletrônica (débito em conta ou aplicativos eletrônicos disponibilizados pelos bancos) é um avanço porque moderniza a relação entre o contribuinte, a rede bancária e a Previdência. Além disso, o pagamento é prontamente reconhecido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), eliminando a intermediação manual do caixa do banco. Na opinião do INSS, essa forma de recolhimento diminui a possibilidade de erros e fraudes.
De acordo com o gerente de mercado empresarial da Caixa Econômica Federal (CEF) em Londrina, Roberto Luiz Bachmann, cada instituição financeira será responsável pela forma que se dará o débito automático, principalmente nos casos em que não houver saldo suficiente para a cobrança. A Caixa, por exemplo, tem o diferencial de ter a GPS já formatada (através do programa Sefip) que pode ser entregue ao cliente em papel ou enviada como arquivo Internet.
Entre as empresas, há divergências. O diretor administrativo e de tecnologia da franquia Microsiga de Londrina, Amaury Monteiro Jr., argumentou que com a GPS eletrônica as empresas terão maior controle dos processos gerenciais e a certeza da transparência do pagamento. ‘‘O recolhimento em papel é muito burocrático e a nova forma de recolhimento será mais econômica tanto para as empresas quanto para o governo’’, destaca. Já o microempresário José Marcos Gomes reclama que ‘‘o pagamento eletrônico, principalmente via Internet, não é tão seguro e pode significar mais confusão’’.
A gerente da Ponce Assessoria Contábil e Gerencial, Bernardete Dutra Ponce, ressalta que a mudança é benéfica, ‘‘mas o povo ainda não está preparado’’. Segundo ela, a novidade dará mais trabalho aos escritórios contábeis, pois terão que dar orientações individuais básicas a muitos clientes.

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