Quase tão grande quanto o número de associados que a Golden Cross tem hoje - cerca de 2,5 milhões, segundo a empresa - é a quantidade de versões sobre a situação que ela atravessa.
A respeito da crise financeira, por exemplo, o diretor Mário Amadei diz que resulta da obrigatoriedade de o convênio corrigir as mensalidades apenas uma vez por ano e de os custos médicos subirem em um porcentual superior ao que a empresa pode reajustar os preços. Ou seja: seria reflexo do momento econômico.
Profissionais do mercado confirmam esses dados, mas admitem que, se fosse só isso, outras empresas do setor também enfrentariam problemas. Ou, ainda, pior: seria o caos para o segmento de medicina de grupo.
O fato é que a Golden está devendo muito aos seus médicos, laboratórios e hospitais credenciados. Segundo o vice-presidente de Marketing, Alberto Bulus, a dívida é de R$ 30 milhões e já está resolvida. Mas, no mercado, estima-se que o valor pode ser bem superior a isto: estaria superando R$ 120 milhões.
Quanto aos rumores de que a Golden seria vendida ou então se associaria a um banco ou seguradora, tanto Amadei como Bulus negam essa possibilidade. O que se comenta no mercado, no entanto, é que uma negociação nesse sentido, provavelmente com o Banco Excel Econômico, estaria perto de ser concluída. Caso isso se confirme, a expectativa é de que os associados da Golden Cross não sejam prejudicados.
Outro ponto controverso é o teor da proposta feita aos médicos credenciados do convênio. Enquanto representantes de diversas associações médicas garantem que a Golden propôs pagar os honorários com 30% de desconto, o vice-presidente de Marketing da empresa diz que houve uma interpretação equivocada por causa de um texto não muito claro. ‘‘Nossa proposta foi de trabalhar com uma remuneração variável’’, justifica o vice-presidente.

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