Empresa tem que indenizar, afirma produtor de Maringá
Produtores da região de Maringá, que tiveram as lavouras afetadas pelo fungicida Rhodiauram SC, se reúnem hoje na Sociedade Rural para definir uma ação contra a indústria. A reunião, que começa às 9 horas, foi convocada pelo Sindicato Rural de Maringá, que convidou também a Seab, Embrapa e representantes da indústria Aventis.
Queremos que a empresa indenize os produtores e assuma os riscos de um novo plantio, diz o presidente da entidade, Annibal Bianchini da Rocha.
Na região de Maringá, que abrange 30 municípios, a área cultivada com soja deve chegar a 209 mil hectares. Até ontem os órgãos de extensão ainda não haviam concluído levantamento sobre as áreas afetadas pelo fungicida. A reunião, lembra Rocha, vai servir também para que o sindicato sinta o posicionamento dos agricultores. A soja é uma cultura de extrema importância econômica para a região, e queremos a indústria indenizando não apenas os gastos com o plantio, mas também o lucro cessante.
O produtor João Pedro Volpato, que planta soja na região de Maringá há 30 anos, disse que nunca viu uma situação como esta. Pelo menos 20 dos 35 alqueires cultivados estão comprometidos, calcula. Ele garante ainda que não existe como medir os prejuízos. Primeiro porque as perdas não se resumem na semente e no custo de plantio. Plantar quase fora do período recomendado é um risco muito grande. Além disso o atraso vai comprometer o milho safrinha. Não tem como calcular um prejuízo agora, afirma.





