Curitiba - A Ambiental Vigilância, maior empresa do segmento de segurança e limpeza do Paraná, se comprometeu ontem, em audiência no Ministério Público (MP) do Trabalho, a acertar as pendências salariais com seus 4,2 mil funcionários até a próxima segunda-feira. Segundo o MP do Trabalho, a empresa deve salários atrasados, horas-extras, férias e rescisões, porém não tem o valor exato da dívida. A Ambiental diz o total das pendências chega a R$ 300 mil.
Segundo o procurador do MP do Trabalho, Ricardo Bruel da Silveira, duas empresas públicas devem faturas à Ambiental porque estavam esperando uma certidão negativa de pagamento de impostos. Uma delas se comprometeu a estudar a possibilidade de pagar diretamente aos funcionários e a outra não foi localizada para participar da audiência. A Ambiental alega que a pendência era com o INSS e já foi paga. Mas, em função da greve, não está sendo possível obter a certidão.
Um outro banco público, que está entre as três empresas que devem a reposição do dissídio (reajuste salarial) dos trabalhadores à Ambiental, também concordou em estudar a possibilidade de efetuar pagamento direto. Já os outros funcionários devem ser pagos pela própria Ambiental, que segundo o procurador tem a obrigação legal de efetuar o pagamento.
O gerente comercial da Ambiental, Nelder Mendes de Carvalho, diz que a empresa têm R$ 4,5 milhões de faturas de clientes para receber e vai acertar as contas com os funcionários. Ele justificou a falta de pagamento justamente ''por causa dos R$ 2,5 milhões que algumas empresas não repassaram do reajuste e R$ 700 mil que outras duas não pagaram de faturas''. ''O alarde que o sindicato dos vigilantes fez foi exagerado. Temos 200 clientes e 35 anos de mercado. É uma empresa sólida que sempre cumpriu com suas obrigações'', afirmou Carvalho.
O advogado do Sindicato dos Vigilântes, José Paulo Damasceno Pereira, diz que a decisão foi satisfatória e que agora só resta esperar até semana que vem pelo cumprimento. O MP do Trabalho irá tentar contato ainda essa semana com a empresa pública que deve faturas, mas não compareceu à audiência. A eles também será sugerido o pagamento direto aos funcionários em função da falta da certidão negativa.

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