Empresa quer manter liderança
no setor de comutação telefônica
O setor de produção e desenvolvimento de equipamentos para telecomunicações e informática da Siemens no Brasil faturou de outubro de 1998 a setembro de 1999 R$ 950 milhões. Só a unidade de Curitiba foi responsável por 25% desse total. A meta é crescer 30% até outubro de 2000.
Além da necessidade de atualização contínua dos equipamentos de seus clientes, a Siemens de Curitiba ampliará sua participação nas exportações. É que um programa de reestruturação da empresa manteve apenas quatro das 42 unidades mundiais de informática e comunicações em funcionamento. As fábricas dos Estados Unidos, Alemanha, China e Curitiba, no Brasil, serão fornecedores para os clientes das outras 38 unidades no mundo.
Em Curitiba são produzidos equipamentos e softwares da Siemens para toda a América Latina. A fábrica emprega cerca de 20% dos 8,4 mil funcionários da empresa no Brasil. ‘‘Estamos felizes porque a unidade de Curitiba passou no vestibular pela sua alta capacidade de competição e qualidade técnica’’, disse o diretor geral da Siemens Informática e Comunicações do Brasil, Aluizio Byrro. A empresa é líder no Brasil em fornecimento de equipamentos para comutação telefônica pública e privada.
A privatização do sistema de telefonia do Brasil transformou o mercado. Segundo Verner Dittner, gerente geral do setor, houve um ano de estagnação no setor, que reduziu o número de pedidos. ‘‘Seis meses antes da privatização da Telebrás, que aconteceu em julho de 1998, e seis meses depois nossos clientes pararam de fazer encomendas’’. Com a definição dos novos donos das empresas, o setor voltou aos investimentos para cumprir as metas definidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). ‘‘Agora o mercado mudou, precisamos reduzir custos para continuarmos competitivos’’, relata Dittner.
O sistema Telebrás respondia por cerca de 70% do faturamento da Siemens em informática e comunicações no Brasil. ‘‘Com as empresas espelho, estão chegando também os fornecedores que antes não estavam no mercado’’, explica. Os outros 30% do número de pedidos são para o mercado de comutação privada. O objetivo da direção de Informática e Comunicações é crescer 20% ao ano no mercado interno. A previsão de ampliação do mercado para 2000 é de 12%. ‘‘Queremos crescer mais que o mercado interno, ganhando espaço de nossos concorrentes’’, explica Byrro. (E.C.)

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