Empresa quer investir R$ 100 mi no PR
Carmem Murara
Arquivo FolhaInvestimento pesadoO secretário Nelson Justus, que negocia com a Masisa há 6 meses: empresa deve gerar mil empregosRepresentantes da indústria chilena Masisa - produtora de placas de madeira - têm reunião amanhã com o secretário de Indústria e Comércio. Eles estão acertando os detalhes para fechar protocolo de instalação de uma fábrica no Paraná. A Masisa tem intenção de construir uma fábrica próximo à região produtora de matéria-prima. O investimento passará de R$ 100 milhões, segundo o secretário de Indústria e Comércio, Nelson Justus.
A negociação entre governo do Estado e Masisa começou há seis meses, quando diretores da empresa procuraram a Secretaria de Indústria e Comércio. Eles se sentiram atraídos pela política de atração de investimentos. O governo propôs à empresa chilena a dilação do pagamento de ICMS, que pode ser de 100% ou de 80%, conforme a região escolhida. A isenção do recolhimento do imposto é por quatro anos.
O município pode ainda doar o terreno e garantir isenção de impostos municipais. Uma das exigências da empresa chilena é ter uma área de 50 hectares para poder erguer seu parque fabril.
O secretário não detalhou o projeto da empresa, mas admite que as negociações estão em fase adiantada. Começamos a conversar há seis meses, afirmou Justus. Ele preferiu não citar os municípios que estão cotados para receber o investimento, para que não se criasse uma expectativa entre os prefeitos. Justus disse ainda que a Masisa visitou algumas cidades e agora vai escolher o local.
Considerada a maior fábrica de produtos de madeira do Chile, a Masisa pretende produzir as placas chamadas MDF - um produto que substitui a madeira tradicional na fabricação de um móvel. O MDF ainda não é produzido no País e a comercialização é pequena. A indústria portuguesa Tafisa, que está se instalando no município de Piên, também vai colocar no mercado o MDF. A Tafisa entra em atividade dentro de seis meses, com um cronograma atrasado em seis meses. As duas fábricas disputarão o mesmo mercado.
A indústria chilena tem pressa em começar a produção. Ela deve entrar em atividade no final do ano. A capacidade instalada será de 200 mil metros cúbicos anuais.
O secretário de Indústria e Comércio acredita que a empresa possa gerar cerca de mil empregos diretos no Estado. É um dos grandes investimentos que vem para o Paraná, afirmou.





