Empresa quer aumentar número de franquias
Curitiba - A Julie Burk nasceu há 21 anos e foi idealizada pelo casal Eni e Julio Burko. Eni comprou uma loja multimarca de perfumaria no Centro de Curitiba e, depois de ver que estes artigos vendiam bem, resolveu fazer os seus próprios produtos com uma logomarca própria. Julio era professor de Biologia e Botânica e também atuava como dentista mas, deixou as duas profissões para se dedicar à marca.
Em 2006 a empresa teve um crescimento de 7% no faturamento bruto e para este ano a expectativa é crescer 12%. ''Há espaço para crescer para quem trabalha com produtos de qualidade'', disse a presidente da companhia, Luciana Burko Maciel. Para enfrentar a concorrência, ela acredita que os segredos são ser dinâmico, oferecer muitos lançamentos, ter diferencial em embalagens e marketing e seguir as tendências da moda.
Outra meta da empresa é aumentar o número de franquias. No próximo ano, a marca terá uma franquia própria no Shopping Palladium, em Curitiba, o que, segundo Luciana, vai trazer bastante visibilidade. Neste ano, devem ser abertas três novas unidades franqueadas. O número de franquias deve crescer de 10% a 15%, especialmente, no Paraná e em Santa Catarina. A Julie Burk possui 32 franquias espalhadas pelo Brasil e mais de 200 pontos de vendas.
Uma das estratégias para este ano é aumentar a linha de produtos que terá, pelo menos, 20 lançamentos. Em 2006, a Julie Burk lançou o sabonete líquido esfoliante de açaí e para o próximo trimestre a novidade será a linha de xampus e condicionadores com produtos naturais e ingredientes exóticos.
Hoje, a Julie Burk tem 30 franquias no Brasil, a maior parte no Paraná, 140 pontos de venda no País, produz 50 mil unidades de perfumaria e outras 20 mil da linha corpo, banho e cabelos por mês e emprega 50 funcionários. O mix de produtos tem mais de 150 itens.
O Boticário resolveu focar a atuação na área de cosmésticos depois que vendeu o Shopping Estação e o Estação Embratel Convention Center para a administradora de shoppings centers BR Malls em fevereiro deste ano. Neste ano, a marca completa 30 anos de atuação e não tem previsão de novas aquisições de empresas nem de vender o grupo apesar dos boatos de que seria vendido para a Natura.
O grupo nega, mas segundo analistas de mercado, estaria se preparando para entrar na bolsa de valores, o que seria uma forma de captar recursos. A marca é vendida em 1.415 municípios através de 2.300 lojas. Fora do Brasil são 61 lojas, 17 quiosques e 1.200 pontos-de-venda em 24 países. Em 2006, o grupo fechou com faturamento bruto de R$ 780 milhões contra R$ 709 milhões em 2005 mas, amargou no mesmo período, uma queda no lucro líquido de R$ 10 milhões. (A.B.)





