Curitiba - A Kroll, uma empresa especializada em rastreamento de patrimônio, identificação de fraudes e gerenciamento de risco para grandes empresas, que mantém 60 escritórios em todo o mundo, está instalando um escritório em Curitiba. A empresa ficou famosa desde que rastreou no exterior as contas de Paulo César Farias, o PC Farias, ex-tesoureiro da campanha do presidente Fernando Collor.
A empresa já tem escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro. A decisão de se instalar em Curitiba se deu pelo elevado pedido de informações junto ao escritório da Kroll de Nova York, por parte de empresas interessadas em investir no Paraná. Segundo o presidente da Kroll do Brasil, Eduardo Sampaio, essas empresas estão interessadas em saber qual o grau de segurança pública que o Estado oferece, como se enfoca o combate à pirataria de produtos e também informações para gerenciamento como o perfil do mercado e a logística disponível.
No Paraná, o principal foco da Kroll será a criação de uma estrutura capaz de dar informações sobre negócios e parceiros. Segundo Sampaio, essa demanda por parte de empresas internacionais está crescendo muito. São muitas as empresas que procuram nossa matriz para obter informações sobre o comportamento no mercado de empresas paranaenses que eles desejam firmar parcerias. Sampaio citou como exemplo uma empresa da Hungria que contratou a Kroll para obter informações sobre a empresa Café Cacique, de Londrina, porque estava interessada em firmar contratos de importação de café solúvel.
Outro foco que será desenvolvido no escritório do Paraná é a identificação de fraudes nas empresas. Recentemente a Kroll foi contratada pela Petrobras para identificar porque a empresa vem obtendo sucessivas derrotas na Justiça, em várias demandas. Sampaio estima que as fraudes cometidas por executivos de empresas chegam a R$ 20 bilhões por ano. Ele disse que as fraudes não estão crescendo, ‘‘o que acontece é que elas estão sendo mais divulgadas’’, salientou. Nesses casos, a Kroll faz todo o rastreamento da extensão da fraude, dos prejuízos, do patrimônio gerado com o resultado da fraude e onde ele se encontra, inclusive se está em nome de terceiros.
As fraudes mais comuns são aquelas que o executivo, em conluio com fornecedores e empresas parceiras, acaba faturando ‘‘por fora’’. ‘‘Mesmo os mais precavidos que trancam as informações com senhas eletrônicas, nós conseguimos identificar a fraude’’, garante Sampaio. Ele disse que os investimentos no Paraná estão crescendo muito, assim como os riscos.

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