A falta de mão de obra afeta o setor avícola também em outras regiões do Estado. Em Arapongas, a Frango a Gosto, que pertence ao presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, passou a priorizar as mulheres na hora do recrutamento. ''Temos a competição do polo moveleiro, que emprega boa parte da mão de obra masculina do município'', justifica. Cerca de 70% dos seus 514 empregados são mulheres. Os salários, somados aos benefícios, chegam próximos a R$ 1 mil.
Em Maringá, o problema se repete. Há pelo menos um ano, a Frango Canção já não acha mais funcionários na cidade. ''A gente vai buscar em 20 municípios próximos. O pessoal vai e volta todos os dias'', afirma o gerente de Recursos Humanos, Osni Manteli. Dos 1.980 trabalhadores do abatedouro, aproximadamente 1.200 são de fora. Os salários com benefícios são de R$ 850.
A função de auxiliar de produção na fábrica não exige escolaridade. Mas, na opinião do gerente, os operários maringaenses têm preferido o setor da construção civil. ''Eles consideram o trabalho no frigorífico mais complicado, porque trabalham em ambiente fechado e utilizam faca. Além disso, tem a questão dos turnos. O primeiro começa às 4h30 da manhã'', conta. (N.B.)

mockup