Empresa prevê crise de superoferta em 98
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de outubro de 1997
Agência Folha São Paulo 
O mercado de automóveis no Brasil vai passar, ainda em 98, por uma crise de superoferta, diz Byung-Gon Jung, diretor-presidente de operações da Samsung. Há muitos fabricantes de automóveis vindos para o Brasil. Os juros estão caindo e os preços devem despencar em 98, avalia. Por isso, a Samsung não pretende trazer seus carros para o País em 98. A Samsung é a mais cotada empresa para comprar a Kia, hoje sob intervenção do governo coreano e com investimentos no Brasil.
Mas, caso a compra se concretize, os investimentos não devem ser prejudicados. Os recursos para a construção da fábrica de caminhões da marca, em Itu (SP), de US$ 50 milhões, vão sair do bolso da importadora, a Kia do Brasil.
Os US$ 250 milhões que a Asia Motors - hoje do grupo Kia - investe em fábrica da Bahia também não devem correr perigo. Jung diz, porém, que, caso a compra se concretize, todas as estratégias da Kia serão reestudadas: Mas ainda é cedo para dizer. Jung conta, também, que não pretende ter uma unidade de microchips no Brasil. É um produto muito fácil de transportar e uma fábrica no Brasil, com os impostos altos do jeito que são, não seria competitiva em relação às nossas fábricas nos Estados Unidos, na China e na Coréia.
A fábrica de cinescópios da Samsung na Zona Franca de Manaus, um investimento de US$ 300 milhões, deve ficar pronta em março de 98, segundo Byung-Gon Jung. Cerca de 1.500 empregos deverão ser criados na região, diz Jung. A capacidade inicial de produção é de 3 milhões de unidades, para TVs de 14 a 20 polegadas e microcomputadores.


