A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) entrou com pedido de licença prévia para instalação de um gasoduto interligando os municípios de Mato Rico e Arapongas no Instituto Ambiental do Paraná (IAP), na semana passada.
A diretoria da Compagas declarou ontem, através de sua assessoria de imprensa, que inicialmente o gasoduto viria até Londrina. O projeto teria sido alterado por causa da não realização da audiência pública que discutiria a rede de distribuição de gás no município em fevereiro deste ano. A assessoria informou que, se a audiência for feita, a Compagas poderá prolongar o traçado do gasoduto até Londrina.
A análise do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do gasoduto Mato Rico-Arapongas será feita pelo IAP a partir da próxima semana. O pedido de licença do gasoduto prova que a Compagas aposta na existência de grande volume de gás em Mato Rico, na região de Pitanga, no centro do Estado, segundo a assessoria de imprensa.
O gasoduto deve suprir a rede de distribuição de gás do Norte, que contemplará 11 municípios, e cujos estudos de impactos ambientais também estão sendo analisados pelo IAP. As cidades afetadas pelo empreendimento serão: Mato Rico, Pitanga, Manoel Ribas, Nova Tebas, Arapuã, Jardim Alegre, Lunardelli, Borrazópolis, Nova Itacolomi, Rio Bom, Marilândia do Sul, Califórnia, Apucarana e Arapongas.
O chefe do licenciamento ambiental estratégico do IAP, Pedro Dias, disse que o instituto fará reuniões públicas em todos as cidades contempladas pelo projeto. ‘‘Numa segunda etapa a Compagas terá que detalhar as medidas que vão atenuar os impactos negativos do gasoduto’’, afirmou. O processo de liberação de uma licença prévia demora de seis a 12 meses.

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