As ofertas nos leilões serão veladas: assim, o vendedor não precisará informar, no pregão eletrônico, que é uma empresa de alumínio nem a companhia interessada em comprar energia precisará divulgar, na hora em que lançar seu lance no pregão eletrônico, seu nome. Essas informações, no entanto, serão de conhecimento da CBLC, da Asmae e das concessionárias de energia. Agenor Silva Júnior, gerente de liquidação da CBLC, disse que ao fim de cada dia será informado o preço daquele dia.
As empresas poderão operar diretamente ou através de suas concessionárias de energia. Se a opção for através da concessionária, será preciso pagar uma taxa pela corretagem de 0,3% da operação. Será cobrada ainda - tanto do comprador, como do vendedor - uma taxa de administração para a Associação de Serviços do Mercado Atacadista de Energia (Asmae) de 0,045% do negócio e mais 0,1% para a CBLC.
A gerente de serviços aos agentes da Asmae também não arrisca previsões sobre se o preço do leilão deverá ficar abaixo ou acima dos R$ 684 por MW/hora estabelecidos pela Aneel para a energia excedente. A liquidação financeira para o comprador pagar será em um dia útil, a compensação bancária será fechada em dois e em três dias, o vendedor receberá o dinheiro e o comprador ficará liberado para receber a quantidade de energia adquirida.
De acordo com Patrícia, esses leilões não têm garantias, como acontece, por exemplo, nas ofertas de ações, nas quais um fundo garante o pagamento. (A.E.)

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