Além de aumentar o máximo possível as receitas, a Sercomtel precisa cortar R$ 1,5 milhão da folha de pagamento até julho do ano que vem. Para isso, lança mão de um novo plano de demissão voluntária (PDV) e não descarta realizar demissões sem justa causa. "Faremos tudo que for legal", diz o presidente, Christian Schneider. A meta é desligar 105 funcionários.
No PDV anterior, encerrado recentemente, 99 trabalhadores foram desligados. "A economia do plano anterior é de R$ 650 mil, insuficiente para zerarmos o fluxo de caixa", revela. Parte dos funcionários, cerca de 30, segundo o presidente, foram repostos por outros com salários menores. Mas, no novo PDV, garante ele, não haverá substituições.
O plano, que prevê o pagamento de 14 salários para quem fizer a adesão, vai custar R$ 6,6 milhões à Sercomtel, mas, de acordo com Schneider, é menos oneroso que indenizações sem justa causa, nas quais o empregador tem de pagar multa de 50% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Segundo o presidente, a empresa deverá ter 450 funcionários após o novo PDV. "A folha de pagamento da Sercomtel representa 34% da receita operacional líquida. Na concorrência, o porcentual não passa de 12%", justifica.
Além de reduzir o quadro de funcionários, a Sercomtel precisa se livrar das duas empresas coligadas - a Adatel TV de Osasco (SP) e a Adatel TV de São José (SC) – que só dão prejuízo. Nos leilões marcados para abril, não houve interessados, por isso a Sercomtel abriu processo de liquidação das duas. Só a empresa de TV a cabo de Osasco somava R$ 26,4 milhões em 2011.
"Estamos em negociações com o mercado para essa liquidação. O grande risco (de não conseguirmos sucesso na liquidação) é termos de ir à falência e arcar com dívidas trabalhistas e fiscais", ressalta. (N.B.)

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